Olá,
Nosso texto com ênfase em Paleogenética está abaixo:
"É possível “fabricar” um dinossauro a partir do DNA encontrado nos
fosseis? Para responder essa pergunta devemos compreender primeiro alguns assuntos.
Existem dois tipos de ácidos nucleicos, o ácido desoxirribonucleico
(DNA) e o ácido ribonucleico (RNA), que controlam a síntese de proteínas. Cada
proteína tem a sua informação própria, ou seja, possuem uma sequência de
aminoácidos específicos que estão especificados no DNA. Porém, como o DNA está
dentro do núcleo e a síntese de proteínas acontece nos ribossomos, localizados
no citoplasma a informação para a síntese de proteínas deve ser transportada do
núcleo para o citoplasma pelo RNA.
O Ácido Desoxirribonucleico (DNA) é a chave para todo o enigma da vida,
pois, a aparência, a expectativa de vida, a sobrevivência no planeta de cada
espécie e até mesmo de cada indivíduo, está contido no núcleo de cada célula
dos seres vivos. Portanto, o DNA é a molécula da vida e a sua manipulação
significa então, manipular a própria vida. Mesmo com sua grande importância, o
DNA é uma molécula simples e com muitas repetições de suas bases nucleotídicas.
A estrutura da molécula de DNA é formada por monômeros chamados de
nucleotídeos. Cada nucleotídeo é composto de um grupo fosfato, um açúcar e uma
base nitrogenada (citosina, timina, guanina e adenina). As duas cadeias de
nucleotídeos antiparalelas se enrolam originando a dupla hélice. Elas são
mantidas unidas pelas pontes de hidrogênio que ocorrem entre as bases.
A estrutura da molécula do RNA é muito semelhante ao do DNA, porém, o
açúcar presente é a ribose no lugar da desoxirribose do DNA. Outra diferença é
que a base timina do DNA é substituída no RNA pela base uracila. O RNA é
encontrado principalmente como uma cadeia simples de nucleotídeos. Essa
estrutura do RNA, o torna mais instável, pois, como ele possui uma só fita, a
degradação ocorre mais facilmente do que no DNA que possui dupla fita ligadas
por pontes de hidrogênio. E, portanto, é quase impossível encontrar a molécula
de RNA nos fósseis.
Com a Engenharia Genética foi possível manipular os DNA de espécies
diferentes em tubos de ensaios e construir moléculas de DNA recombinantes, ou
seja, criar novas formas de vidas. Porém, ainda não se descobriu uma forma de
construir um dinossauro como ocorre no filme Jurassic Park de Steven Spielberg.
E mesmo que um dinossauro pudesse ser construído, haveria muita discussão e
dúvidas sobre como a própria natureza iria se comportar diante dessa grande
invenção do homem.
Mas é possível utilizar o DNA de bactérias e produzir substâncias e
medicamentos muito importantes, como por exemplo, a insulina. Existem os
famosos alimentos transgênicos como a soja e o milho que são vegetais
geneticamente modificados para ter mais resistência aos fatores bióticos e
abióticos da natureza. Desta forma, os produtores podem produzir e lucrar mais.
Há também animais como os bovinos e caprinos que são geneticamente modificados
para possuírem características lucrativas. Portanto, a Engenharia Genética está
quase sempre presente no nosso dia-a-dia e não muitas vezes não sabemos.
Já existem muitas discussões na imprensa sobre os produtos e os riscos
do DNA recombinante. Algumas das provisões mais otimistas é a criação de novos
“Frankensteins” e até mesmo a extinção da espécie humana por meio de um vírus
criado em laboratório.
A Biologia Molecular e a Genética possuem muita importância na Paleontologia.
A Biologia Molecular é uma ferramenta para a pesquisa da Genética e consequentemente
da identificação das espécies encontradas. A Genética define a relação de parentesco
entre os indivíduos por meio de semelhanças moleculares do DNA, RNA e
proteínas.
Muitas vezes é possível extrair DNA dos fósseis, porém estes precisam
estar em boas condições de preservação. O grande problema em relação a análise
de fósseis era que a extração do DNA implicava na destruição dos exemplares.
Hoje, existe um processo chamado de reação em cadeia da polimerase (PCR) que
amplifica fragmentos de DNA in vitro
para se obter milhares de cópias do fragmento que deseja estudar."
Referência:
FARAH, S.B. DNA – Segredos & Mistérios, 2ª. Edição. Ed. Savier,
2007, 538 p.
O que vocês acham?
Abraços,
Nenhum comentário:
Postar um comentário