domingo, 15 de abril de 2012


Olá,
Nosso texto com ênfase em Paleogenética está abaixo:

"É possível “fabricar” um dinossauro a partir do DNA encontrado nos fosseis? Para responder essa pergunta devemos compreender primeiro alguns assuntos.
Existem dois tipos de ácidos nucleicos, o ácido desoxirribonucleico (DNA) e o ácido ribonucleico (RNA), que controlam a síntese de proteínas. Cada proteína tem a sua informação própria, ou seja, possuem uma sequência de aminoácidos específicos que estão especificados no DNA. Porém, como o DNA está dentro do núcleo e a síntese de proteínas acontece nos ribossomos, localizados no citoplasma a informação para a síntese de proteínas deve ser transportada do núcleo para o citoplasma pelo RNA.
O Ácido Desoxirribonucleico (DNA) é a chave para todo o enigma da vida, pois, a aparência, a expectativa de vida, a sobrevivência no planeta de cada espécie e até mesmo de cada indivíduo, está contido no núcleo de cada célula dos seres vivos. Portanto, o DNA é a molécula da vida e a sua manipulação significa então, manipular a própria vida. Mesmo com sua grande importância, o DNA é uma molécula simples e com muitas repetições de suas bases nucleotídicas.
A estrutura da molécula de DNA é formada por monômeros chamados de nucleotídeos. Cada nucleotídeo é composto de um grupo fosfato, um açúcar e uma base nitrogenada (citosina, timina, guanina e adenina). As duas cadeias de nucleotídeos antiparalelas se enrolam originando a dupla hélice. Elas são mantidas unidas pelas pontes de hidrogênio que ocorrem entre as bases.
A estrutura da molécula do RNA é muito semelhante ao do DNA, porém, o açúcar presente é a ribose no lugar da desoxirribose do DNA. Outra diferença é que a base timina do DNA é substituída no RNA pela base uracila. O RNA é encontrado principalmente como uma cadeia simples de nucleotídeos. Essa estrutura do RNA, o torna mais instável, pois, como ele possui uma só fita, a degradação ocorre mais facilmente do que no DNA que possui dupla fita ligadas por pontes de hidrogênio. E, portanto, é quase impossível encontrar a molécula de RNA nos fósseis.
Com a Engenharia Genética foi possível manipular os DNA de espécies diferentes em tubos de ensaios e construir moléculas de DNA recombinantes, ou seja, criar novas formas de vidas. Porém, ainda não se descobriu uma forma de construir um dinossauro como ocorre no filme Jurassic Park de Steven Spielberg. E mesmo que um dinossauro pudesse ser construído, haveria muita discussão e dúvidas sobre como a própria natureza iria se comportar diante dessa grande invenção do homem.
Mas é possível utilizar o DNA de bactérias e produzir substâncias e medicamentos muito importantes, como por exemplo, a insulina. Existem os famosos alimentos transgênicos como a soja e o milho que são vegetais geneticamente modificados para ter mais resistência aos fatores bióticos e abióticos da natureza. Desta forma, os produtores podem produzir e lucrar mais. Há também animais como os bovinos e caprinos que são geneticamente modificados para possuírem características lucrativas. Portanto, a Engenharia Genética está quase sempre presente no nosso dia-a-dia e não muitas vezes não sabemos.
Já existem muitas discussões na imprensa sobre os produtos e os riscos do DNA recombinante. Algumas das provisões mais otimistas é a criação de novos “Frankensteins” e até mesmo a extinção da espécie humana por meio de um vírus criado em laboratório.
A Biologia Molecular e a Genética possuem muita importância na Paleontologia. A Biologia Molecular é uma ferramenta para a pesquisa da Genética e consequentemente da identificação das espécies encontradas. A Genética define a relação de parentesco entre os indivíduos por meio de semelhanças moleculares do DNA, RNA e proteínas.
Muitas vezes é possível extrair DNA dos fósseis, porém estes precisam estar em boas condições de preservação. O grande problema em relação a análise de fósseis era que a extração do DNA implicava na destruição dos exemplares. Hoje, existe um processo chamado de reação em cadeia da polimerase (PCR) que amplifica fragmentos de DNA in vitro para se obter milhares de cópias do fragmento que deseja estudar."

Referência:
FARAH, S.B. DNA – Segredos & Mistérios, 2ª. Edição. Ed. Savier, 2007, 538 p.

O que vocês acham?

Abraços,


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